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Nova redação da NR-01 entra em vigor em maio... Evite multas!
Com menos de um mês para adequação, empresas precisam incluir fatores ligados à saúde mental no PGR para evitar multas, passivos trabalhistas e riscos à produtividade
23/04/2026
O calendário não deixa dúvidas: falta menos de um mês para que a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01) passe a valer em todo o país. A partir de 26 de maio de 2026, as indústrias brasileiras precisarão dar um passo além na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST): incluir, de forma obrigatória, os chamados riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A mudança pode até parecer técnica à primeira vista, mas representa uma virada importante na forma como o ambiente de trabalho é compreendido. Pela primeira vez, fatores ligados à saúde mental deixam de ser tratados como aspectos secundários e passam a integrar oficialmente o mapa de riscos ocupacionais das empresas.
Na prática, isso significa reconhecer que o trabalho não impacta apenas o corpo, mas também a mente, e que ignorar esse fator pode gerar consequências tão graves quanto um acidente físico.
Quando o risco não é visível, mas é real
Pressão por metas, jornadas intensas, conflitos interpessoais, falta de autonomia, sobrecarga cognitiva. Esses elementos, muitas vezes naturalizados na rotina corporativa, passam a ser formalmente reconhecidos como riscos ocupacionais.
A atualização da NR-01 reforça que o gerenciamento de riscos deve considerar não apenas agentes físicos, químicos e biológicos, mas também fatores ergonômicos e, dentro deles, os psicossociais relacionados ao trabalho. Essa diretriz se conecta diretamente à NR-17, que já trata da organização do trabalho e das condições que afetam o equilíbrio psicofisiológico dos trabalhadores.
Ou seja, não se trata de criar uma nova obrigação isolada, mas de consolidar um entendimento mais amplo: o ambiente organizacional, a forma como o trabalho é estruturado e as relações estabelecidas dentro das empresas também adoecem, ou protegem.
Da teoria à prática: o que muda dentro das empresas
Com a nova exigência, o PGR deixa de ser um instrumento focado predominantemente em riscos físicos e passa a exigir uma leitura mais complexa da realidade organizacional.
Será necessário identificar situações que possam gerar estresse, avaliar o impacto dessas condições e propor medidas concretas de prevenção. Isso envolve desde a análise de ritmo de trabalho até a forma como metas são estabelecidas, passando pela qualidade da comunicação interna e pelo suporte oferecido aos trabalhadores.
Por isso, mais do que mapear, será preciso documentar, classificar e agir. A ausência desses registros pode ser interpretada como descumprimento da norma.
E é justamente nesse ponto que mora o risco jurídico.
O custo da não adequação
A legislação é clara: a partir da vigência da nova NR-01, empresas que não incluírem os riscos psicossociais no PGR estarão sujeitas a penalidades.
Isso pode se traduzir em multas administrativas, notificações por parte da fiscalização do trabalho e, em cenários mais críticos, ações trabalhistas relacionadas ao adoecimento mental no ambiente corporativo. Além disso, há impactos indiretos que não podem ser ignorados, como aumento do absenteísmo, queda de produtividade e danos à reputação institucional.
“Estamos falando de uma mudança que tem impacto direto na gestão das empresas. Ignorar os riscos psicossociais não é mais uma opção. A fiscalização vai exigir evidências concretas de que esses fatores foram avaliados e tratados. Quem não se adequar pode enfrentar multas e passivos trabalhistas relevantes”, alerta Dalton Toffoli, gerente de Segurança, Saúde na Indústria do Sesi Paraná.
Uma mudança que vai além da obrigação
Apesar do caráter legal, a atualização da NR-01 também aponta para uma transformação cultural. Ao incluir os riscos psicossociais no centro da gestão, a norma estimula as empresas a revisarem não apenas seus processos, mas também sua forma de se relacionar com as pessoas.
Ambientes mais equilibrados tendem a ser mais produtivos, inovadores e sustentáveis. E isso não é apenas uma percepção, é uma consequência direta de organizações que entendem que saúde mental e desempenho caminham juntos.
O papel do Sesi Paraná nesse processo
Diante desse novo cenário, o Sesi Paraná atua como parceiro estratégico da indústria, apoiando empresas na identificação, avaliação e gestão dos riscos psicossociais de forma integrada ao PGR.
Com equipes técnicas especializadas, a instituição oferece suporte para transformar uma exigência legal em uma oportunidade de melhoria real no ambiente de trabalho.
O prazo está definido e é curto...
Porque, desta vez, o risco não está apenas no ambiente. Está também na forma como o trabalho acontece dentro dele.
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