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BURNOUT: a síndrome do estresse no trabalho

Oficialmente reconhecida como doença ocupacional, chama cada vez mais atenção das lideranças. Saiba como identificá-la e o que fazer

30/05/2022

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No ano passado a Síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença ocupacional. Desde 1º de janeiro deste ano, está oficialmente na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

Mas, o que é a Síndrome de Burnout? 

Segundo a Classificação Internacional de Doenças, trata-se de uma síndrome resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. A síndrome está relacionada ao trabalho. Por isso, de acordo com a legislação brasileira, será de notificação compulsória. Assim, a empresa deverá reparar os danos, além de prevenir a doença.

E como identificá-la? 

O diagnóstico deve ser feito por um profissional especialista após análise clínica do paciente. O psiquiatra e o psicólogo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma de tratamento, conforme cada caso.

Segundo a OMS, a síndrome de burnout é caracterizada por três dimensões:

1- Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia;

2- Aumento do distanciamento mental do próprio trabalho ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho.

3- Redução da eficácia profissional.

Vamos à prevenção!

Sempre checar os seis fatores de risco descritos pela pesquisadora e professora norte-americana Christina Maslach:

  • carga de trabalho está adequada ao trabalhador;
  • incompatibilidade entre o profissional e o ambiente de trabalho;
  • falta de recompensas no ambiente profissional;
  • Injustiças no ambiente corporativo;
  • Impossibilidade de ter o mínimo de autogerenciamento e de flexibilidade;
  • Incompatibilidade de valores entre a empresa e o colaborador.

E o que fazer diante do diagnóstico?

  • Proporcionar dias de folga após um período de muita demanda.
  • Realizar pausas para mindfulness, como massagem e meditação no meio do expediente.
  • Possibilitar flexibilidade no horário de trabalho.
  • Atuar na inclusão dos colaboradores e na prevenção ao assédio moral.
  • Revisar o sistema de reconhecimento profissional, como plano de carreira e incentivar feedbacks positivos.
  • Ter um processo de desenvolvimento profissional transparente e universal a todos os colaboradores da organização.
  • Possibilitar que os colaboradores tenham ao menos um controle mínimo do seu trabalho e que possam contribuir minimamente com suas ideias em prol do trabalho e da organização.
  • Possuir uma política de recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoas coerente com os valores da organização.

Comunicação é tudo!

As empresas precisarão cada vez mais oferecer condições melhores e mais atrativas de trabalho para atrair e reter talentos. Ter diagnósticos organizacionais em dia, como realizar pesquisas de clima, será importante, pois não é possível tratar o que não se conhece. Possibilitar que gestores e colaboradores tenham canais de comunicação sempre abertos também é fundamental. Além disso, é importante que a organização comunique com antecedência sobre novos projetos, visões e mudanças, para transmitir a sensação de segurança aos colaboradores. E, por fim, encaminhar colaboradores que necessitarem para tratamentos adequados, além de realizar o monitoramento desses colaboradores para certificar-se de que estão bem atendidos.

Veja aqui mais formas de minimizar os riscos psicossociais dos colaboradores.

Acesse aqui para saber como o Sesi Paraná pode ajudar.

*Colaborou Roberta Ribas da Silva Costa, analista da gerência executiva de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep

 

 

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