Bem-vindos a um novo ano letivo!
Podemos assegurar que 2024 será um ano de muita pesquisa, muita interação, oficinas de aprendizagem sensacionais e oportunidades incríveis para conhecer a realidade da indústria paranaense.
E, para começar bem essa jornada, chamamos Desirrê Alexia Lourenço Petters Vandresen, egressa do Colégio Sesi da Indústria de Rio Negro, para contar sobre a formação e sobre a metodologia da nossa instituição. Ela fez o Ensino Médio no Colégio entre 2008 e 2010 e também saiu com a formação de Técnica em Redes de Computadores na parceria com o Senai.
Como você avalia a metodologia do Colégio para a sua construção como pessoa e como profissional?
A metodologia do Colégio me ajudou muito no meu desenvolvimento pessoal e profissional, principalmente por me incentivar a desenvolver uma mentalidade orientada à colaboração e à resolução de problemas, e trazendo a importância de me entender como uma das principais responsáveis pelos meus estudos e meu desenvolvimento. A metodologia do Colégio Sesi me trouxe muita liberdade para explorar os assuntos que me interessavam em maior profundidade, me permitiu desenvolver habilidades interpessoais que contribuem muito para que eu desenvolva boas relações no âmbito pessoal e também no contexto profissional. Penso que, de certa forma, até a minha trajetória profissional foi bastante influenciada por essa época: gostei tanto de poder estudar, aprender, explorar e pesquisar de forma independente que acabei me encontrando na carreira científica, como professora e pesquisadora em uma universidade pública. Outro ponto interessante é que a carreira científica no Brasil é permeada por diversos desafios, e minha experiência durante o Ensino Médio certamente me ajudou a ser uma pessoa mais resiliente, focada em superar os desafios e colaborar com outros cientistas.
Quais os diferenciais do Colégio Sesi, no seu ponto de vista?
Para mim, um dos pontos que mais me chama a atenção, e um dos grandes diferenciais, é a abordagem dos conteúdos de forma integrada e a possibilidade de trabalhar em equipes. Antes do Ensino Médio, eu tinha vindo de uma escola em que havia um grande enfoque em trabalhar e realizar as atividades individualmente e em que o silêncio era uma das regras mais importantes. Dificilmente existiam momentos de trocas e conversas sobre as disciplinas entre meus colegas de classe e eu, com exceção das conversas nos momentos de intervalo. Também havia uma enorme falta de diálogo entre os professores das diferentes disciplinas, o que dificultava muito perceber as relações entre as diferentes áreas do conhecimento. A meu ver, a estrutura das oficinas favorece muito a aprendizagem de forma integrada, incentiva a autonomia e traz a oportunidade de trocar informações entre os colegas de forma muito mais frequente e ativa, fortalecendo uma mentalidade de compreensão e colaboração entre os estudantes, em que todos se ajudam uns aos outros para que o grupo possa crescer como um todo.

Desirrê na formatura do Colégio Sesi da Indústria de Rio Negro | Foto: Arquivo pessoal
Como o Colégio te ajudou a ter bons resultados nos vestibulares?
A experiência no Colégio me ajudou com os resultados em diversos aspectos, muitos deles inclusive anteriores às provas em si. Desde o primeiro ano do Ensino Médio vários professores sempre nos incentivavam a termos em mente as possíveis opções de carreira e de curso superior, nos ajudando a encontrar informações sobre possíveis universidades e nos auxiliando com os procedimentos de inscrição, interpretação de editais e preparação para as provas. Os professores sempre estavam atentos aos conteúdos dos vestibulares e sempre correlacionavam esses conteúdos ao contexto das oficinas de cada bimestre, o que auxiliava muito nos estudos e também nos permitia compreender o aspecto interdisciplinar que permeia várias questões. Essa perspectiva ampla me auxiliou muito, não só nas questões mais objetivas, mas também para obter bons resultados nas provas de redações, por me trazer o repertório suficiente para articular e ressaltar a relação entre os aspectos mais técnicos de cada tema e os aspectos de relevância social, resultando na produção de bons textos argumentativos. Como na época eu priorizava cursar o Ensino Superior em alguma cidade que fosse próxima a Rio Negro, para ainda estar perto da minha família, optei por prestar o vestibular para duas instituições paranaenses que ofertavam o curso de Ciências Biológicas, que eram a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Vários outros colegas também prestaram esses vestibulares e o Colégio nos auxiliou em diversos estudos e revisões direcionadas às provas dessas instituições, que me ajudaram a conseguir a aprovação em ambas, sendo, inclusive, aprovada em 1º lugar em Ciências Biológicas na UEPG. Porém, pela proximidade de Curitiba, e também pelas melhores perspectivas em infraestrutura e possibilidades de pós-graduação, optei pela UFPR.

Atualmente, Desirrê é professora da UFPR, vinculada ao Departamento de Genética do Setor de Ciências Biológicas em Curitiba. Pela formação, que inclui mestrado e doutorado em Genética, ela leciona em cursos de Ciências Biológicas e de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia.
Como professora de uma instituição de ensino superior, como você vê a metodologia e a formação que o Colégio Sesi proporciona aos estudantes?
Como professora, eu acredito que a metodologia do Colégio Sesi contribui muito para a formação crítica de estudantes extremamente capacitados para a inserção profissional nas mais diversas áreas, e com uma grande capacidade de contribuir para a sociedade. Cada vez mais se percebe que os estudantes que se destacam são aqueles que se entendem como protagonistas da sua formação e de sua carreira, que se aprofundam além do conteúdo de sala de aula, participam de forma ativa das aulas, interpretam as informações de maneira crítica e que possuem uma postura de colaboração com os colegas de curso. Além disso, com o avanço e a popularização de várias ferramentas de inteligência artificial e aprendizado de máquina, e com a facilidade de acesso a qualquer tipo de conteúdo pela internet, entendo que o que caracteriza um estudante que se tornará um excelente profissional não é necessariamente a habilidade de memorizar uma grande quantidade de informação, mas sim a capacidade de saber reconhecer boas fontes de informação e saber articulá-las na resolução de problemas. Nesse sentido, a metodologia do Colégio Sesi, com a estrutura das oficinas de aprendizagem focadas na solução de desafios de forma integrada, articulando diferentes disciplinas e áreas do conhecimento, capacita os estudantes para desenvolverem uma mentalidade proativa, para que se entendam como participantes ativos do próprio processo de aprendizagem. É uma mentalidade que incentiva os estudantes a irem além do que é proposto em sala de aula, a se atualizarem e estarem preparados para as constantes mudanças e usarem as novidades tecnológicas como facilitadoras de sua aprendizagem. Além disso, a capacidade de colaborar com outros profissionais e a fluência em diversas soft skills tem se tornado um diferencial extremamente valorizado em qualquer contexto profissional, e uma das melhores formas de adquirir estas habilidades é na prática, aprendendo a trabalhar em equipe, respeitando as diferenças e fortalecendo um espírito colaborativo.