Saúde Mental e o "novo normal"
Publicado em 16/07/2020
O apoio social pode diminuir efeitos do estresse e de outras manifestações psicopatológicas

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão representa 4,3% das doenças e é uma das principais causas de incapacidade no mundo, enquanto que o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo desde 2017, são cerca de 18,6 milhões de brasileiros com transtornos de ansiedade no país. As consequências econômicas dos transtornos mentais e comportamentais têm uma estimativa de perdas em US$ 16,3 trilhões entre 2011 e 2030. Com a pandemia da COVID-19, as estatísticas de pessoas afetadas por transtornos mentais e comportamentais devem crescer nos próximos meses, colocando a saúde mental como assunto prioritário na pauta de empresas e da sociedade como um todo.

Uma pandemia, segundo a Fiocruz implica em uma perturbação psicossocial que pode ultrapassar a capacidade de enfrentamento da população afetada. Sabe-se que todos sofrem tensões e angustias em algum grau. É preciso pensar em alternativas para lidar com os sentimentos nesse momento, estabelecer diálogo com pessoas significativas e organizar rotina pessoal e para o trabalho são possibilidades importantes. Pode-se fazer uso do que está disponível nas redes sociais, por exemplo, para encontrar alternativas práticas que proporcionem a sensação de segurança e bem-estar, à sua maneira, a partir dos hábitos e interesses pessoais. Este pode ser também um momento de aprender novas habilidades, sejam técnicas ou cotidianas e, para que isso ocorra, é preciso estar aberto e perceber essas oportunidades.

O “novo normal” de aspectos relacionados à vida e ao trabalho podem contribuir para o aumento das fragilidades emocionais. Entre um terço e metade da população exposta pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, de acordo com a magnitude do evento e o grau de vulnerabilidade. Assim, a redução do estresse e o fortalecimento do apoio social, por exemplo, são indicações do Guia de Intervenção Humanitária da Organização Pan-americana da Saúde, para situações humanitárias, inclusive de pandemia, em que o nível de estresse das pessoas costuma ser muito alto. Assim, entende-se que o apoio social pode diminuir muitos dos efeitos adversos do estresse e é um componente essencial da proteção, inclusive para minimizar sintomas físicos que não têm causas físicas e também alterações do humor e do comportamento que podem causar preocupação, pois podem gerar prejuízo às pessoas.

Para que os prejuízos sejam minimizados, as quatro dimensões colocadas como fundamentais pela Organização Mundial da Saúde devem ser observadas, sendo elas:

· A Dimensão Física, que engloba, a prática de atividades físicas, o incentivo a alimentação saudável, a qualidade do sono e o controle das doenças crônicas;

· A Dimensão Social, abordando como estão os relacionamentos nos diferentes âmbitos sociais;

· A Dimensão Espiritual, problematizando acerca do exercício da espiritualidade;

· A Dimensão Psicológica, problematizando se os sentimentos, emoções e comportamentos estão mais intensos, com uma periodicidade maior e apresentando prejuízo nas atividades cotidianas nos últimos tempos.

Canais de atendimento

Neste momento se você precisar de ajuda ou sentir que precisa conversar sobre como está se sentindo, pode buscar acessar canais de acolhimento. Algumas possibilidades de atendimento:

· SESI PR, WhatsApp (41) 9.9605-1082 (canal exclusivo para trabalhadores das indústrias do Paraná e colaboradores do Sistema Fiep).

· Centro de Valorização da Vida (CVV), telefone 188 e site http://www.cvv.org.br

· Paraná, pelo site http://www.coronavirus.pr.gov.br/webservices/covid19/cadastro ou pelo aplicativo Telemedicina Paraná

· Curitiba, o TelePaz (41) 3350-8500

· Londrina, 0800-400-123

· Maringá, (44) 3309-4100

· Cascavel, oferece (45) 3321-2130

· Ponta Grossa, 0800-200-4300


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