Desafios da saúde suplementar e pública durante e após a pandemia
Publicado em 22/09/2020
O autocuidado e o controle de doenças crônicas podem ajudar a minimizar os impactos no setor de saúde

sistema-saude-covidO período de pandemia do coronavírus vem trazendo inúmeras situações nunca enfrentadas pela população brasileira e pelos gestores de todas as áreas de atuação. Porém, deve-se destacar o setor de saúde, o qual está vivenciando experiências desafiadoras que estão causando e irão causar impactos a curto, médio e longo prazo.

Quando pensamos a curto e médio prazo, sempre ficou muito evidenciado a real probabilidade de um colapso no sistema público de saúde, onde a velocidade de disseminação do vírus é um desafio para a área médica. Contudo, de forma alguma podemos deixar de lado os efeitos da pandemia no médio e longo prazo, em que tanto sistema de saúde público quanto suplementar, podem enfrentar uma enorme crise.

Mas por que tais setores vão confrontar tamanhas adversidades?

Um dos impactos do coronavírus é, portanto, o medo que se instalou entre a população. Isso faz com que muitos pacientes, com as mais variadas patologias, suspendam o controle regular da doença e evitem comparecer aos ambulatórios com o temor de se expor ao vírus (Valor em Saúde). O não comparecimento aos hospitais e postos de saúde para o controle e/ou detecção de enfermidades vai gerar um grande impacto na população no período pós pandemia, onde outras doenças, além do coronavírus, podem ter aumentos significativos de casos. Esta questão irá também afetar o custo da saúde suplementar das empresas e uma possível superlotação novamente da saúde pública.

Outro fator que poderá acometer a população e que poderá trazer consequências para a área de saúde serão as doenças mentais. Diante desses fatos, nunca vivenciados por nossa geração, os especialistas em saúde mental explicam que tudo isso pode “encadear uma crise sanitária em nossas cabeças”. O número de pessoas com problemas psicológicos tende a aumentar significativamente, por isso é importante não somente higienizar as nossas mãos, mas é muito importante cuidarmos do nosso emocional, visto que as mudanças em nossas rotinas foram impactantes (Saúde Debate).

Portanto, a combinação de uma mudança significativa no estilo de vida das pessoas, a não busca por tratamentos e/ou detecção de patologias, o isolamento social, desemprego, angústia, a incerteza sobre o futuro, entre outros, afeta o autocuidado da população e pode sobrecarregar o sistema de saúde como um todo quando a pandemia acabar. O custo de tratamento de muitas doenças, como o câncer e as doenças crônicas é muito menor quando detectadas no início. Sendo assim, vale a pena seguir todas as recomendações para evitar o contágio com o coronavírus e manter as visitas regulares ao médico.

Deisi Paloschi Rose - Nutricionista e Analista de Segurança e Saúde do Sesi no Paraná

Eduardo Weigang de Campos - Educador Físico e Analista de Segurança e Saúde do Sesi no Paraná

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