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CURITIBA30/05/2011

Moradoras trocam produtos em clube no Bairro Novo

Clube funciona há oito anos e é formado por mulheres que frequentam o grupo para trocar roupas, alimentos e experiências

Você já ouviu falar em clubes de troca? O clube de troca do Bairro Novo, na região do Sítio Cercado, em Curitiba, existe desde 2003 com encontros quinzenais na comunidade Profeta Elias e conta com a participação de, em média, 25 mulheres, que em sua maioria, estão sem colocação no mercado de trabalho.

clique para ampliar clique para ampliarDona Elza mostra a moeda de troca: pinhão (Foto: Eliaquim Jr.)

Durante os encontros, as mulheres trazem algo para trocar entre elas. O diferencial é que os produtos que são trocados, só podem ser produzidos por elas, como roupas, panos de pratos, chinelos, bonecas, lenços, ou colhidos de uma horta pessoal ou comunitária, no caso de alimentos. O dinheiro não deve ser usado de forma alguma. Algumas até usam o projeto do câmbio verde, e trocam lixo reciclável por alimentos.

Como não há o uso de dinheiro, a moeda de troca chama-se pinhão. Por exemplo, as agentes de desenvolvimento local Maristela Carlos e Genete Oliveira ganharam uma nota de um pinhão e trocaram por um condimento que custava aquele valor.  “Achei o tempero bem prático, ele salga e ainda dá um sabor diferente aos alimentos, gostei muito”, revela Genete. 

O momento da troca é o mais esperado, mas há outras atividades. Elas recebem visitas de alunos de psicologia para conversar com as mulheres e várias oportunidades são levadas a elas, como a oportunidade de frequentar um curso para aprender fazer ovos de páscoa. O Clube de Trocas também funciona como um ambiente de distração, para desabafar os problemas, e também para conversas informais. “Todo mundo aqui sabe da vida de todos. Somos uma grande família, quando uma integrante falta, já ficamos preocupadas e ansiosas para saber o que aconteceu”, comenta Elza Machado, uma das participantes do grupo. 

clique para ampliar clique para ampliarO diferencial é que os produtos que são trocados, só podem ser produzidos por elas, como roupas, panos de pratos, chinelos, bonecas e lenços (Foto: Eliaquim Jr.)

Sobre o clube de troca, Genete argumenta que a iniciativa é bem original. “É uma forma de complementar a renda das mulheres, pois muitas delas não possuem emprego, então elas podem trocar por algo que está faltando em casa. As mulheres não apenas trocam roupas e alimentos, trocam experiências e sentimentos”, argumenta a agente.

Elas também participam da Feira Permanente de Economia Popular Solidária, um encontro entre pessoas que expõem e comercializam seus próprios produtos. A feira acontece todo mês no pátio ao lado da Igreja Profeta Elias.  As mulheres do clube produzem para o evento os mais variados tipos de produtos, bolsas, bijuterias, sabão, cadernos encapados, entre outros. A próxima feira será dia 4 de junho.

Por Eliaquim Junior



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