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30/11/2016

Você sabe o que é empoderamento?

Nos últimos anos tem-se usado muito a palavra empoderamento, seja em artigos acadêmicos, blogs ou compartilhamento de notícias nas redes sociais. Mas você sabe o que o termo significa?

A expressão “empowerment” (dar poder) foi empregada pela primeira vez em 1977 pelo psicólogo norte-americano Julian Rappaport. No Brasil, na década de 1980, foi traduzida pelo educador Paulo Freire e ganhou um sentido um pouco diferente. Para Freire, não se dá poder a alguém, mas a si próprio.

No Aurélio, empoderamento é:  empoderar + mento empowerment, seja como criação do educador brasileiro Paulo Freire (1921-1997). Substantivo masculino. Neologismo 1. Ação, processo ou efeito de empoderar (-se). 2. Sociologia. Conquista e distribuição do poder de realizar ações, ao adquirir-se consciência social e conhecimento, de forma a produzir mudanças a partir destas aquisições. 3. Educação. Processo pelo qual indivíduos e grupos sociais passam a refletir sobre – e a tomar consciência de – sua condição e a de seus pares, e, assim, formulam e objetivam mudanças que levem à transformação da condição individual e coletiva. 4. Por extensão. Superação da falta de poder político e social, coletivo ou individual das populações pobres.

O empoderamento das mulheres

O termo é utilizado por todos os grupos que almejam mais oportunidades e participação social. Por isso, apesar de não ser exclusivo, é amplamente utilizado por mulheres que buscam a igualdade de gênero.

Para se ter ideia, em 2015, em Curitiba, as mulheres receberam remuneração 19,28% menor do que os homens no exercício da mesma função, independente da escolaridade de ambos. E quanto maior a escolarização, maior a desigualdade salarial: no mesmo ano, entre os cargos de nível superior, os salários das mulheres eram aproximadamente 35% menores do que os dos homens. Também chama a atenção o fato de, em 2014, mulheres ocuparem apenas cerca de 27% dos cargos de diretoria nas empresas e organizações da capital paranaense. Entre as mulheres que ocupavam essas posições, cerca de 26% eram diretoras gerais, 8% diretoras de produção e operações e 64% diretoras de área de apoio.

 Quando o assunto é trabalho doméstico os números não são menos alarmantes. Em São Paulo, em 2014, cerca de 50% dos homens e 15% das mulheres declararam realizar até 7 horas de afazeres domésticos por semana. No entanto, conforme aumenta o número de horas dedicadas às tarefas de casa, a porcentagem de mulheres aumenta substancialmente em relação aos homens – com dedicação de 15 a 21 horas semanais, tem-se em torno de 14% de homens e 22% de mulheres.

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                                          para ampliarGráfico sobre a realidade das mulheres no país (Foto: Plataforma de empoderamento)

Os dados acima são apenas alguns de centenas que demonstram a desigualdade entre os gêneros no Brasil – os dados são da Plataforma Empoderamento das Mulheres – Trabalho e Valorização. E se hoje fala-se tanto em empoderamento, é por consequência das conquistas obtidas a partir da mobilização de uma diversidade de mulheres e organizações em prol da igualdade e da afirmação dos direitos humanos, que se concretiza na ampliação da liberdade de escolher e agir, no aumento da autoridade e do poder das mulheres sobre os recursos e decisões que afetam suas próprias vidas. Para tanto, é preciso reconhecer que as mulheres são agentes de promoção econômica, social, política, territorial e cultural, e que as barreiras impostas à sua plena participação comprometem o desenvolvimento sustentável.

Melinda Gates, em sua carta de final de ano de 2016, na qual comunica as metas da Fundação Gates, chamou a atenção para este fato. “A menos que as coisas mudem, as meninas de hoje vão passar centenas de milhares de horas mais que os meninos fazendo trabalhos não remunerados, simplesmente porque a sociedade assume que é responsabilidade delas”, disse, e continuou: “...e não é só uma questão de justiça; atribuir a maior parte do trabalho não remunerado às mulheres prejudica todo mundo: homens, mulheres, meninos e meninas. A razão? Os economistas chamam isso de custo de oportunidade: todas as outras coisas que essas mulheres poderiam fazer se não tivessem que passar tanto tempo fazendo tarefas tediosas. Que metas surpreendentes você não poderia bater se tivesse uma hora extra por dia? Ou, no caso de muitas meninas de países pobres, cinco horas extras ou mais? Há muitas maneiras de responder a essa pergunta, mas é óbvio que uma boa parte dessas mulheres passaria mais tempo fazendo trabalhos remunerados, abrindo um negócio ou contribuindo de outra forma para o bem estar econômico de sociedades ao redor do mundo. O fato de elas não poderem, atrasa o desenvolvimento de suas famílias e de suas comunidades.” 

O empoderamento das mulheres é simultaneamente um processo e um resultado que visa mais e melhores oportunidades, a ampliação de capacidades, o exercício de suas competências, potenciais e conhecimentos, de forma que possam participar e contribuir ativamente com o avanço em diferentes campos de atuação.

Quem saber mais?

Acesse www.relatoriosdinamicos.com.br/mulheres

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