Juízes defendem o novo Seguro Acidente de Trabalho
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) se posicionou a favor das alterações promovidas no ano passado no cálculo do Seguro Acidente de Trabalho (SAT).
Através de uma requisição ao Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade foi parte interessada na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que contesta a nova metodologia adotada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Procuradoria-Geral da República (PGR) também encaminhou parecer ao Supremo no mesmo sentido, alegando improcedência da ação. Ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Adin nº 3.931 questiona a mudança no SAT feita pela Lei nº 11.430, de 2006.
A legislação estabelece que a relação entre as atividades das empresas e as doenças consideradas como de alta incidência em cada segmento passe a determinar a alíquota do SAT, que antes era fixa. A intenção da lei foi acabar com a subnotificação dos acidentes de trabalho.
Mas a CNI alegou que, dessa forma, os acidentes estariam baseados em um critério de presunção. Além disso, para a CNI, a nova regra fere a liberdade de diagnóstico do médico do trabalho. Enquanto a Adin não é julgada, algumas instituições se posicionam contra os argumentos da CNI. De acordo com a Anamatra, o novo cálculo do SAT não é inconstitucional, pois a lei oferece oportunidade da empresa contestar a presunção de nexo causal estabelecida. Além disso, ainda combate a demora na perícia médica.
Acho até muito branda o novo SAT. Só botando a mão no bolso dessas empresas para elas se concientizarem que a prevenção é o caminho...
As empresas que estão se mobilizando contra o novo SAT/FAP, deveriam mandar um assistente social na casa dos familiares de um seu ex- empregado falecido por motivos de acidente ou doença do trabalho e constatar o que representa a ausencia do falecido para seus familiares.
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