ABSENTEÍSMO

 

ABSENTEÍSMO – UMA DOENÇA NA EMPRESA

 

Rodrigo Meister de Almeida*

 

            A perda da produtividade e consequentemente da capacidade de competição das indústrias estão diretamente ligadas ao número de horas de trabalho perdidas frente as que são planejadas.

            Para as horas perdidas serem controladas existe um indicador: o absenteísmo.

Um alto absenteísmo significa um grande número de horas perdidas indicando uma "enfermidade" na indústria.

            O indicador de absenteísmo deve ser conhecido e trabalhado com toda a atenção possível, pois as ações de controle vão impactar em todas as variáveis do negócio, inclusive na produtividade.

            O absenteísmo durante muito tempo foi tratado de forma simplista, tendo como foco os atestados que justificavam as faltas dos trabalhadores.

            Mas hoje se sabe que diversos fatores, dentro e fora da empresa, afetam o absenteísmo. Fatores estes que são administráveis e que podem, com o devido cuidado, diminuir consideravelmente os riscos no planejamento das empresas.

            O primeiro passo é contabilizar perdas e identificar os fatores que as geram. Como exemplo de fator interno causador de faltas cita-se a falta de clareza nas políticas de gestão de pessoas (o que é benefício e o que é cumprimento legal muitas vezes não é claro ao trabalhador), a falta de conforto no ambiente de trabalho, a valorização profissional, o ritmo de trabalho, os intervalos, os acidentes e incidentes.

Já como fatores externos, temos as relações familiares, a falta de opção de lazer, higiene, condição social, entre outros.

Investir no bem-estar do trabalhador é muito mais do que exercer a responsabilidade social, pois se trata de uma proteção ao próprio negócio, que pode estar se degradando pela não observação adequada da gestão de pessoas. Assim, entende-se que a gestão dos recursos humanos é sim estratégica e pode ser o grande diferencial competitivo nos diversos ramos industriais.

            Pondo na ponta do lápis, os custos com as perdas de horas acabam justificando o investimento em ações mais concretas de qualidade de vida no trabalho e fora dele, trazendo retorno direto para a empresa. O indicador de absenteísmo e sua gestão servem exatamente para constatar qual investimento em recursos humanos valem a pena e qual o retorno que este dá no negócio da empresa.

           

Investir na qualidade de vida do trabalhador é investir em produtividade.

 

*Engenheiro de Segurança no Trabalho

Coordenador Técnico de Negócio do Sesi-PR

 

Comentários - Deixe seu comentário

por HORACI - 09/04/2010 04:58:38 - Comentar

É preocupação de todo gerente de RH o índice de absenteismo, mas qual o índice suportável (ideal) para uma indústria? Por favor, se souber informe e cite a fonte.


por RAIMUNDO CLARINDO CARCALHO - 04/03/2010 10:39:00 - Comentar

CONSIDERANDO QUE O ABSENTEÍSMO GERA GRANDES PREJUÍZOS À INDÚSTRIA E À PREVIDÊNCIA SOCIAL, SUGIRO AO SESI QUE REALIZE UM FORUM REGIONAL OU NACIONAL PARA OBTER AS MELHORES PRÁTICAS DE COMBATE AO ABSENTEÍSMO NAS EMPRESAS. SUGIRO TAMBÉM QUE O SESI ESTIMULE O ESTUDO CIENTÍFICO DO ABSENTEÍSMO NO BRASIL.


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