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29/05/2013

Programas de prevenção no ambiente de trabalho: qual é o melhor modelo?

Não existe modelo ideal de programa de prevenção, tampouco melhor ou pior. Existem diferentes possibilidades de abordagem da questão, em que os fatores de proteção devem ser realçados e os fatores de risco, minimizados.

Embora o consumo abusivo e a dependência de drogas sejam constante objeto de estudo dos profissionais da área de saúde ocupacional e seu impacto na segurança seja amplamente discutido no ambiente de trabalho, as ações de prevenção ainda se mostram tímidas.

Felizmente, esse cenário vem se modificando. As organizações brasileiras, na busca de alternativas para diminuir o impacto negativo que o uso de drogas tem na saúde do trabalhador, na produtividade e no ambiente onde ele exerce suas atividades, começam a desenhar suas políticas nesse sentido.


É imprescindível que todos os segmentos da organização tenham nítida compreensão de que o uso abusivo e a dependência de drogas não têm uma única causa. Os problemas decorrentes disso requerem diferentes tipos de abordagem.

Uma política de prevenção não é privilégio de grandes companhias, nem está necessariamente atrelada ao volume de recursos financeiros disponíveis. Ela depende do reconhecimento, por parte dos dirigentes e dos trabalhadores, de que o consumo de drogas existe e pode afetar a produtividade, a segurança e as relações interpessoais no ambiente de trabalho. A partir daí, a organização pode e deve definir de forma pragmática o que é aceitável ou não em relação ao consumo de drogas por seus colaboradores, as ações de prevenção e o tipo de suporte a ser oferecido para aqueles que já apresentam algum comprometimento decorrente do consumo de qualquer tipo de droga, inclusive o álcool.

Embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) arcaicamente ainda legisle sobre a dispensa por justa causa para “embriaguez habitual ou em serviço”, a demissão sumária do trabalhador com problemas decorrentes do uso do álcool e outras drogas vem perdendo força. A substituição pura e simples não garante solução, já que entre 10% e 12% da população economicamente produtiva, acima de 14 anos, tem problemas de abuso ou dependência de algum tipo de droga.

Terão maior sucesso as ações voltadas à abordagem multidisciplinar, capazes de ser implementadas em conjunto pelos profissionais de recursos humanos, saúde ocupacional e segurança. Devem envolver fortemente as lideranças e chefias, a representatividade legítima dos trabalhadores e articular- se com a rede de recursos comunitários, especialmente os serviços da rede pública de saúde. 


Pressupostos de uma política de prevenção no ambiente de trabalho

A elaboração de uma política eficaz para o ambiente de trabalho deverá necessariamente considerar alguns pressupostos norteadores das ações e estratégias de intervenção, de acordo com as ideias de alguns estudiosos  e profissionais que desenvolvem ações de prevenção do uso de drogas no ambiente de trabalho. São elas:

  • reconhecimento de que o consumo de drogas lícitas e ilícitas no ambiente de trabalho é um problema de saúde e de segurança que requer, por parte da organização, posicionamento claro, realista e desprovido de preconceitos;
  • reconhecimento de que organização e trabalhador devem compartilhar a responsabilidade na busca de alternativas;
  • reconhecimento de que os quadros de abuso e dependência de drogas são passíveis de tratamento;
  • reconhecimento de que existem várias possibilidades de abordagem e modelos de tratamento;
  • reconhecimento do papel da família como fator de proteção do uso de drogas e suporte à recuperação e reinserção social do trabalhador;
  • reconhecimento de que existe uma rede de recursos e serviços de saúde na comunidade e de que as ações da organização devem prever a articulação e o fortalecimento do trabalho em rede;
  • garantia de que a natureza das ações a serem implementadas pela organização seja de conhecimento de todos (direção, profissionais que executam o programa, chefias e trabalhadores);
  • garantia de confidencialidade para os trabalhadores usuários abusivos ou dependentes que desejarem receber ajuda;
  • garantia de que trabalhadores que buscam ajuda no programa de prevenção não sofrerão prejuízos em sua ascensão funcional.

Possibilidades de abordagem e prevenção em outros ambientes:

Na Escola:

Na Família:


Aspectos positivos das ações de prevenção no ambiente de trabalho:

Para o trabalhador:

  • acesso a informações adequadas sobre drogas e seus efeitos;
  • oportunidade de reflexão e ajuda profissional para alteração de seu padrão de consumo;
  • oportunidade de reflexão e ajuda profissional para mudança de seu estilo de vida;
  • participação proativa em ações de promoção da saúde e segurança no trabalho.

Para a organização:

  • maior comprometimento dos trabalhadores;
  • melhoria da imagem como organização socialmente responsável (no mercado e na comunidade);
  • redução de custos relacionados à saúde e à segurança;
  • aumento da produtividade;
  • redução do número de acidentes no trabalho;
  • redução do turn over e do absenteísmo*.
Modelos de prevenção
Abordagem    Foco    Método

Socialização de informações sobre drogas.

Ampliação do conhecimento sobre os diversos tipos de substâncias, seus efeitos e suas consequências. Promoção de atitudes de mudança de entendimento sobre o uso de drogas.

Palestras, discussões, áudio ou vídeo, pôsteres, panfletos, mensagens eletrônicas, mensagens em demonstrativos de pagamentos, jornal interno.

Educação afetiva. Desenvolvimento de habilidades pessoais e sociais.

Melhoria da autoestima.
Tomada de decisões.
Assertividade.
Desenvolvimento interpessoal e das habilidades de comunicação.

 

Palestras, discussões, dinâmicas de grupo para desenvolvimento pessoal e resolução de problemas.

Criação de alternativas ao uso de drogas.

Melhoria da autoestima. Autoconfiança. Redução de condições de estresse, pressão e alienação.

Organização e desenvolvimento de atividades de lazer, de convivência, recreacionais e culturais; participação em projetos de serviço comunitários; orientação profissional.

Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento ao uso de drogas.

Desenvolvimento de habilidades para enfrentar a pressão social para o uso de drogas. Ampliação do conhecimento sobre as consequências negativas imediatas.

Discussões em grupo, dramatização, atividades monitoradas por profissionais especialistas em prevenção.

* Turn over é o movimento de entradas e saídas, admissões e desligamentos de profissionais empregados de uma organização.
* Absenteísmo é a ausência do trabalhador ao serviço, quando se esperava que ele
estivesse presente.


Fonte: CRUZ, Déborah D. de Oliveira ; DUARTE, Paulina do Carmo A. V.; TROIAN, Sandra M. de Lima.Texto adaptado do original do curso Prevenção do uso de álcool e outras drogas no ambiente de trabalho: Conhecer para ajudar.  3 ed. – Brasília: Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - SENAD, 2012.

 

 

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