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17/01/2016

Dia do escritor: conheça um pouco mais sobre os autores que vão cair no vestibular da UFPR deste ano

Preconceito racial, diferenças sociais e perseguição política fazem parte do roteiro da vida desses autores

Os livros são parte importante do aprendizado, principalmente para quem está em época de vestibular. Para homenagear a literatura brasileira e auxiliar os estudantes que vão fazer a prova da Universidade Federal do Paraná, fizemos uma lista de curiosidades sobre os autores das obras que serão cobradas no vestibular 2018/2019 da UFPR. Confira:

Basílio da Gama

Basílio da Gama nasceu em 1741, em Minas Gerais, e teve formação jesuíta, tornando-se noviço. Com as políticas do Marquês de Pombal contra os jesuítas, acabou preso e deportado para Angola. Em sua volta para salvar-se da perseguição política, o autor começou a se posicionar a favor de Pombal, caracterizando negativamente os jesuítas em sua principal obra "O Uraguai".

Gonçalves Dias

Considerado como o primeiro autor autenticamente brasileiro, Gonçalves Dias era filho de comerciante português e de mãe com descendência indígena e africana. Em seu livro Último Cantos e outras obras, o autor dá importância as suas origens indígenas relatando a tradição dos índios a partir do "bom selvagem" e trazendo os brancos como exploradores.  

Machado de Assis

Neto de escravo, Machado de Assis nasceu em 1839 e sofreu muito preconceito até se tornar um dos mais renomados autores da história. Com pouco interesse nos estudos em geral, mas muito amor pela literatura e letras, o autor possuía uma personalidade solitária e cheia de inseguranças. Machado soube retratar as fraquezas humanas, de forma genial como podemos ver em sua obra Várias Histórias.

João Cabral de Melo Neto

Destaque entre os poetas mais importantes da nossa história, João Cabral de Melo Neto era primo de Manuel Bandeira e Gilberto Freyre. Aos 22 anos teve seu primeiro livro publicado, no entanto, a obra de consagração de sua carreira foi "Morte e Vida Severina", um poema dramático que retrata uma forte crítica social da saga de um retirante nordestino em direção ao Sudeste do Brasil.

Lima Barreto

Um dos autores mais cobrados nos vestibulares, Lima Barreto era mulato e de origem humilde. Durante sua carreira, sentiu na pele a discriminação racial e desigualdade social, motivos que o fizeram retratar esses assuntos em suas obras, como também as políticas e a sociedade, trazidas de forma irônica. Em sua obra "Clara dos Anjos", o autor faz denúncia ao preconceito racial e social vivido por uma jovem carioca no subúrbio.

Milton Hatoum

Nascido em 1952 na capital do estado do Amazonas, Hatoum normalmente retrata em suas obras, enredos relacionados a sua cidade natal. Em "Relato de um Certo Oriente", o autor traz a cidade de Manaus para a história e também a convivência com diferentes culturas e relacionamentos familiares. Um fato interessante, é de que o autor possui descendência libanesa, o que proporciona um tom autobibliográfico em algumas obras que retratam a diversidade cultural a partir da imigração.

Bernardo Carvalho

Duas vezes premiado com o prêmio Jabuti, Bernardo de Carvalho iniciou a carreira como contista, mas obteve sucesso com seus romances, a partir de 1995. Bernardo de Carvalho é conhecido por trazer perspectivas diferenciadas em suas narrativas. Podemos ver em sua obra "Nove Noites", onde narra a história de um antropólogo que comete suicídio ao tentar voltar de uma aldeia indígena para a civilização. O diferencial se dá no momento em que o narrador da história tenta investigar o caso e descobrir a causa da morte do antropólogo.

Gianfrancesco Guarnieri

Como autor e ator, Gianfrancesco Guarnieri se revelou uma personalidade essencial para a dramaturgia nacional. Em parceria com Oduvaldo Vianna Filho, fundou o Teatro Paulista, que depois se uniu ao Teatro de Arena, reunindo artistas comprometidos com o teatro político social. Ainda nessa vertente, lança "Eles não usam Black-Tie" retratando problemas sociopolíticos de impacto.