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13/05/2019

Trabalho desenvolvido por alunas do Colégio Sesi de Campo Largo será apresentado nos EUA

Estudantes expõe projeto sustentável em maior feira pré-universitária de projetos de ciências e engenharia do mundo

Um produto feito a base de sabugo de milho que substitui o poliestireno expandido (isopor) utilizado na proteção de produtos eletroeletrônicos. Este foi o projeto desenvolvido pelas estudantes do Ensino Médio do Colégio Sesi de Campo Largo Amanda de Souza Maloste e Jessica Cristina Burda. As alunas embarcaram na última sexta (10) para Phoenix, Arizona (EUA), com tudo pago para apresentarem seus projetos na Intel ISEF (International Science and Engineering Fair) - maior mostra pré-universitária de projetos de ciências e engenharia do mundo. A conquista veio após a apresentação do trabalho na 17ª edição da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), realizada recentemente em São Paulo.

Além da viagem com todas as despesas pagas pela embaixada dos EUA, Amanda e Jessica conquistaram ainda o  2° lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra na FEBRACE, a premiação "The 2019 Regional Ricoh Sustainable Development  Award", que certificou o projeto como o que apresenta as melhores técnicas inovadoras com potencial desenvolvimento sustentável, e o prêmio Destaque Unidades da Federação, como o melhor trabalho do Paraná.

"Desde muito nova minha mãe sempre me dizia que eu iria ser uma cientista, já que pelo tamanho da minha curiosidade não existia profissão mais adequada", conta Jessica em entrevista à FEBRACE. "Foi a mesma coisa com a Amanda: ela viu uma propaganda na TV sobre a FEBRACE quando era bem novinha e desde então a meta dela era participar desse evento. Com o tempo, a paixão pela ciência e a vontade de ajudar o meio ambiente só crescia, então, tentar mudar o mundo passou a ser uma meta", enfatiza.

Para a professora Juliana Vidal, que acompanhou o desenvolvimento do projeto de perto desde seu início em 2017 durante o desafio da   Olimpíada de Ciências e Matemática do Colégio, a conquista representa a importância do estímulo à pesquisa científica realizada desde   o ensino médio e contribui com a formação de jovens cientistas. "Entre tantas habilidades, os pesquisadores propõem resoluções de   problemas da sociedade. Fazemos parte da delegação brasileira, que será representada por 14 projetos do território nacional, sendo 3   deles do Estado do Paraná. Além disso, esta conquista motiva outros jovens que tem interesse na área das ciências, engenharias e tecnologias, a desenvolverem projetos", conta Juliana.

A docente revela que a viagem era um sonho que as estudantes tinham. "Sempre tivemos o pé no chão, pois sabemos que não é fácil   conseguir esta credencial e que ela representa um enorme reconhecimento sobre a qualidade do trabalho desenvolvido. Tem sido incrível!   É   uma excelente oportunidade de mostrar nossos talentos, de troca de experiências entre os jovens pesquisadores e especialistas e   claro,   de vivência internacional. Percebo o quanto isso transformou a vida delas não só no desenvolvimento técnico do trabalho, mas   também no   desenvolvimento pessoal", destaca.

Sobre o projeto

O trabalho, intitulado de "Samis: uso do sabugo de milho para substituição do poliestireno - fase II", começou no desafio da   Olimpíada de Ciências e Matemática do Colégio Sesi e desde então se estendeu ao programa de iniciação científica da escola. "Se trata   na elaboração de um produto feito à base de sabugo de milho, que substitui o poliestireno expandido (isopor) utilizado na proteção de   produtos eletroeletrônicos", esclarece Juliana. 

Em 2018, segundo a docente, as alunas apresentaram o projeto pela primeira vez na FEBRACE. "Além da 2º colocação na categoria Ciências Biológicas, a aluna Jessica foi contemplada com uma bolsa de iniciação científica do CNPq", lembra. A conquista possibilitou a parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com a pesquisadora Juliana Regina Kloss, doutora em polímeros. "O trabalho conjunto resultou num produto mais eficaz para a resolução da problemática causada pelo uso do poliestireno. Essa parceria é de extrema importância para o estímulo à inserção do aluno na universidade, conhecendo mais a fundo os cursos e o campo de atuação". Até o momento, o projeto apresenta características que o tornam viável para aplicação no mercado.

   

Além de Amanda e Juliana, outros doze estudantes do Ensino Médio de outras escolas de Goiás, Paraná, Bahia, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul também foram selecionados para participar do evento internacional.

Sobre a Intel ISEF

A Intel ISEF (International Science and Engineering Fair) acontece anualmente em maio, nos EUA, sempre em uma cidade diferente do país. Trata-se de uma competição baseada na qualidade de projetos e pesquisas desenvolvidos por estudantes de todo o mundo que ainda não chegaram ao ensino superior e que competem por mais de quatro milhões de dólares em prêmios.

Participam do evento projetos de 70 nações e territórios diferentes de todo o mundo. "O principal objetivo é apresentar as inovações de jovens criativos do mundo todo, além de gerar a oportunidade para que jovens talentos sejam reconhecidos internacionalmente", sustenta a professora Juliana Vidal.

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