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19/06/2018

Alunos criam lápis desenvolvido com bagaço de cana

Até hoje, os estudantes já produziram cerca de 100 "Canápis", que foram doados a uma creche da região.
O método de ensino diferenciado do Colégio Sesi vem estimulando a criatividade e o senso de sustentabilidade dos nossos alunos. Um exemplo recente foi o desenvolvimento de um lápis feito a partir do bagaço da cana-de-açúcar, projeto de três alunos de Rolândia que tem ganhado visibilidade em todo o Brasil. Intitulado ?Canápis?, o produto foi um dos destaques do V Expo Nacional Milset 2018, uma feira internacional de ciências realizada no início do mês em Fortaleza. A equipe ficou em terceiro lugar na área de Engenharia.

Com o auxílio do professor de química Wellington Souza, e orientados pelo professor de biologia Diogo da Silva, os alunos Maria Eduarda Neves (18 anos), Francisco Miguel da Silva (18) e Allan Messiano (16), contam que a ideia surgiu de uma conversa informal com um dos professores do colégio, que desafiou a criatividade dos estudantes. ?Ele jogou o lápis de madeira na mesa e sugeriu que fizéssemos um lápis sustentável?, explica Maria Eduarda.

E foi o que fizeram. Os três iniciaram as pesquisas e optaram por substituir a madeira pelo bagaço da cana, por conta da facilidade de oferta desse material. ?No Brasil, são produzidos dois bilhões de lápis de madeira por ano. Para isso são utilizados 10 hectares de árvores, ou seja, o equivalente a 10 campos de futebol?, destaca a aluna, justificando a necessidade de substituição da madeira.

O suporte dos nossos colaboradores foi essencial para o sucesso do projeto. ?Eu e o professor Diogo orientamos com frequência esses trabalhos científicos. Dessa vez, contribuí com as análises físicas e mecânicas, que realizamos com o apoio de diversos parceiros, entre eles o Instituto Senai de Tecnologia (IST) em Madeira e Mobiliário, de Arapongas?, explica o professor Wellington Souza.

Para o docente Diogo da Silva, estimular a prática científica vai muito além de incentivar a produção de conhecimento. ?A iniciação científica desenvolve habilidades diversas e oportuniza o entendimento e a resolução de problemas diários, auxiliando na tomada de decisões?, comenta.

Melhorias tornarão o produto mais competitivo

Até hoje, os estudantes já produziram cerca de 100 ?Canápis?, que foram doados a uma creche da região. Como melhoria, a equipe estuda a substituição de um dos componentes. ?Hoje utilizamos cascamite no lápis, que é um produto que libera formol, e já estamos realizando estudos para substituí-lo por goma xantana, que é isenta de desse componente?, comenta Wellington. Além disso, outras melhorias, como redução de espessura, estão sendo realizadas para deixar o produto mais comercial.

Com todos esses estudos e implementações, Maria Eduarda, Francisco e Allan apresentarão o projeto em outubro na feira Mostratec, no Rio Grande do Sul, um dos maiores eventos de tecnologia da América Latina. Estamos na torcida!